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Dia 160 de 365

2 Sm 13:1–39, Jo 18:1–30, Sl 69:1–36

Antigo Testamento

2 Sm 13:1–39

1 Aconteceu depois disto, que tendo Absalão filho de Davi uma irmã bela que se chamava Tamar, apaixonou-se por ela Amnom filho de Davi.

2 E estava Amnom angustiado até enfermar, por Tamar sua irmã: porque por ser ela virgem, parecia a Amnom que seria coisa difícil fazer-lhe algo.

3 E Amnom tinha um amigo que se chamava Jonadabe, filho de Simeia, irmão de Davi: e era Jonadabe homem muito astuto.

4 E este lhe disse: Filho do rei, por que de dia em dia vais assim enfraquecendo? Não o revelarás a mim? Amnom lhe respondeu: Eu amo a Tamar a irmã de Absalão meu irmão.

5 E Jonadabe lhe disse: Deita-te em tua cama, e finge que estás enfermo; e quando teu pai vier a visitar-te, dize-lhe: Rogo-te que venha minha irmã Tamar, para que me conforte com alguma comida, e prepare diante de mim alguma iguaria, para que vendo eu, a coma de sua mão.

6 Deitou-se, pois, Amnom, e fingiu que estava enfermo, e veio o rei: a visitar-lhe: e disse Amnom ao rei: Eu te rogo que venha minha irmã Tamar, e faça diante de mim dois bolos, que coma eu de sua mão.

7 E Davi enviou a Tamar a sua casa, dizendo: Vai agora à casa de teu irmão Amnom, e faze-lhe de comer.

8 E foi Tamar à casa de seu irmão Amnom, o qual estava deitado; e tomou farinha, e amassou e fez bolos diante dele, e preparou-os.

9 Tomou logo a panela, e tirou-os diante dele: mas ele não quis comer. E disse Amnom: Lançai fora daqui a todos. E todos se saíram dali.

10 Então Amnom disse a Tamar: Traze a comida ao quarto, para que eu coma de tua mão. E tomando Tamar os pães que havia preparado, levou-os a seu irmão Amnom ao quarto.

11 E quando ela se as pôs diante para que comesse, ele a agarrou, dizendo-lhe: Vem, irmã minha deita-te comigo.

12 Ela então lhe respondeu: Não, meu irmão, não me forces; porque não se deve assim com Israel. Não faças tal erro.

13 Porque onde iria eu com minha desonra? E ainda tu serias estimado como um dos perversos em Israel. Rogo-te, pois, agora, que fales ao rei, que não me negará a ti.

14 Mas ele não a quis ouvir; antes podendo mais que ela a forçou, e lançou-se com ela.

15 Aborreceu-a logo Amnom de tão grande aborrecimiento, que o ódio com que a aborreceu foi maior que o amor com que a havia amado. E disse-lhe Amnom: Levanta-te e vai-te.

16 E ela lhe respondeu: Não está certo; maior mal é este de me rejeitar, que o que me fizeste. Mas ele não a quis ouvir:

17 Antes, chamando seu criado que lhe servia, disse: Lança-me esta ali fora, e fecha a porta atrás dela.

18 E tinha ela sobre si uma roupa de cores, traje que as filhas virgens dos reis vestiam. Lançou-a, pois, fora seu criado, e fechou a porta atrás ela.

19 Então Tamar tomou cinza, e espalhou-a sobre sua cabeça, e rasgou sua roupa de cores de que estava vestida, e postas suas mãos sobre sua cabeça, foi-se gritando.

20 E disse-lhe seu irmão Absalão: Esteve contigo teu irmão Amnom? Pois cala agora, irmã minha: teu irmão é; não ponhas teu coração neste negócio. E ficou Tamar desconsolada em casa de Absalão seu irmão.

21 E logo que o rei Davi ouviu tudo isto, foi muito irritado.

22 Mas Absalão não falou com Amnom nem mal nem bem, ainda que Absalão aborrecesse a Amnom, porque havia forçado a Tamar sua irmã.

23 E aconteceu, passados dois anos, que Absalão tinha tosquiadores em Baal-Hazor, que está junto a Efraim; e convidou Absalão a todos os filhos do rei.

24 E veio Absalão ao rei, e disse-lhe: Eis que, teu servo tem agora tosquiadores: eu rogo que venha o rei e seus servos com teu servo.

25 E respondeu o rei a Absalão: Não, filho meu, não vamos todos, para não sermos pesados a ti. E ainda que tenha insistido com ele, não quis ir, mas abençoou-o.

26 Então disse Absalão: Se não, rogo-te que venha conosco Amnom meu irmão. E o rei lhe respondeu: Para que há de ir contigo?

27 E como Absalão o importunou, deixou ir com ele a Amnom e a todos os filhos do rei.

28 E havia Absalão dado ordem a seus criados, dizendo: Agora bem, olhai quando o coração de Amnom estará alegre do vinho, e em dizendo-vos eu: Feri a Amnom, então matai-o, e não temais; que eu vos o mandei. Esforçai-vos, pois, e sede valentes.

29 E os criados de Absalão fizeram com Amnom como Absalão o havia mandado. Levantaram-se logo todos os filhos do rei, e subiram todos em seus mulos, e fugiram.

30 E estando ainda eles no caminho, chegou a Davi o rumor que dizia: Absalão matou a todos os filhos do rei, que nenhum deles restou.

31 Então levantando-se Davi, rasgou suas roupas, e lançou-se em terra, e todos os seus criados, rasgados suas roupas, estavam adiante.

32 E Jonadabe, filho de Simeia irmão de Davi, falou e disse: Não diga meu senhor que mataram a todos os jovens filhos do rei, que somente Amnom é morto: porque em boca de Absalão estava posto desde o dia que Amnom forçou a Tamar sua irmã.

33 Portanto, agora não ponha meu senhor o rei em seu coração essa voz que disse: Todos os filhos do rei foram mortos: porque somente Amnom é morto.

34 Absalão fugiu logo. Entretanto, levantando seus olhos o jovem que estava de vigia olhou, e eis que muito povo vinha por detrás de si pelo caminho da lateral do monte.

35 E disse Jonadabe ao rei: Eis ali os filhos do rei que vem: é assim como teu servo disse.

36 E quando ele acabou de falar, eis que os filhos do rei que vieram, e levantando sua voz choraram. E também o mesmo rei e todos os seus servos choraram com muito grandes lamentos.

37 Mas Absalão fugiu, e foi-se a Talmai filho de Amiur, rei de Gesur. E Davi chorava por seu filho todos os dias.

38 E depois que Absalão fugiu e se foi a Gesur, esteve ali três anos.

39 E o rei Davi desejou ver a Absalão: porque já estava consolado acerca de Amnom que era morto.

Novo Testamento

Jo 18:1–30

1 Havendo Jesus dito estas coisas, saiu com seus discípulos para além do ribeiro de Cedrom, onde havia um jardim, em que ele entrou ele, e seus discípulos.

2 E também Judas, o que o traía, conhecia aquele lugar; porque muitas vezes se juntara ali Jesus com seus discípulos.

3 Tendo Judas, pois, tomado a tropa e alguns dos oficiais dos sacerdotes e dos fariseus, veio ali com lanternas, tochas, e armas.

4 Sabendo pois Jesus todas as coisas que viriam sobre ele, adiantou-se, e disse-lhes: A quem buscais?

5 Responderam-lhe: A Jesus Nazareno. Disse-lhes Jesus: Eu sou. E Judas, o que o traía, também estava com eles.

6 Quando pois lhes disse: Eu sou, voltaram para trás, e caíram em terra.

7 Voltou pois a lhes perguntar: A quem buscais? E eles disseram: A Jesus Nazareno.

8 Respondeu Jesus: Já vos disse que eu sou. Portanto se buscais a mim, deixai a estes irem.

9 Para que se cumprisse a palavra, que tinha dito: Dos que me deste, a nenhum deles perdi.

10 Simão Pedro, pois, que tinha espada, puxou dela, e feriu ao servo do sacerdote, e cortou a sua orelha direita. E era o nome do servo Malco.

11 Disse pois Jesus a Pedro: Põe tua espada na bainha; não beberei eu o copo que o Pai tem me dado?

12 O grupo de soldados pois, e o comandante, e os oficiais dos judeus juntamente tomaram a Jesus, e o amarraram.

13 E o levaram primeiramente a Anás, porque era sogro de Caifás, o qual era o sumo sacerdote daquele ano.

14 E era Caifás o que havia aconselhado aos judeus de que convinha que um homem morresse pelo povo.

15 E Simão Pedro seguia a Jesus com outro discípulo. E este discípulo era conhecido do sacerdote, e entrou com Jesus no pátio do sumo sacerdote.

16 E Pedro estava fora à porta. Saiu pois o outro discípulo, que era conhecido do sacerdote, e falou à porteira, e pôs dentro a Pedro.

17 Disse pois a serva porteira a Pedro: Não és tu também dos discípulos deste homem? Disse ele: Não sou.

18 E estavam ali os servos, e os oficiais, que haviam feito uma fogueira de brasas, porque fazia frio, e se esquentavam. Estava Pedro com eles, e se esquentava.

19 Perguntou pois o sacerdote a Jesus sobre seus discípulos, e sobre sua doutrina.

20 Jesus lhe respondeu: Eu abertamente falei ao mundo; eu sempre ensinei na sinagoga e no Templo, onde os Judeus de todos os lugares se juntam, e nada falei em oculto.

21 Por que perguntas a mim? Pergunta aos que o ouviram, que é o que lhes falei. Eis que estes sabem que é o que tenho dito.

22 E dizendo ele isto, um dos oficiais, que ali estava, deu a Jesus uma bofetada, dizendo: Assim respondes ao sumo sacerdote?

23 Respondeu-lhe Jesus: Se falei mal, dá testemunho do mal; e se bem, por que me feres?

24 (Pois Anás o mandara amarrado ao sumo sacerdote Caifás.)

25 E Simão Pedro estava ali, e se esquentava; disseram-lhe pois: Não és tu também de seus discípulos? Ele negou, e disse: Não sou.

26 Disse um dos servos do sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha: Eu não te vi no jardim com ele?

27 Pedro negou pois outra vez, e logo cantou o galo.

28 Levaram pois a Jesus de Caifás para o tribunal. E era pela manhã; e não entraram no tribunal, para que não se contaminassem, mas que pudessem comer a Páscoa.

29 Saiu pois Pilatos até eles fora, e disse: Que acusação trazeis contra este homem?

30 Responderam, e disseram-lhe: Se este não fosse malfeitor, não o entregaríamos a ti.

Salmo

Sl 69:1–36

1 Salva-me, ó Deus, porque as águas têm entrado e encoberto a minha alma.

2 Afundei-me em um profundo lamaçal, onde não se pode ficar em pé; entrei nas profundezas das águas, e a corrente está me levando.

3 Já estou cansado de clamar, minha garganta enrouqueceu; meus olhos desfaleceram, enquanto espero pelo meu Deus.

4 Os que me odeiam sem motivo são mais numerosos que os cabelos de minha cabeça; são poderosos os que procuram me arruinar, os que por falsidades se fazem meus inimigos; tive que pagar de volta aquilo que não furtei.

5 Tu, Deus, sabes como sou tolo; e meus pecados não estão escondidos perante ti.

6 Não sejam envergonhados por minha causa aqueles que te esperam, ó Senhor DEUS dos exércitos; não sejam humilhados por minha causa os que te buscam, ó Deus de Israel.

7 Porque por causa de ti aguentei ser insultado; a humilhação cobriu o meu rosto.

8 Tornei-me estranho aos meus irmãos; e desconhecido aos filhos de minha mãe;

9 Porque o zelo por tua casa me devorou; e os insultos dos que te insultam caíram sobre mim;

10 Minha alma chorou e jejuou; porém mais insultos vieram sobre mim.

11 Vesti-me de saco, mas fui ridicularizado por eles num ditado.

12 Os que se sentam à porta falam mal de mim; e os bebedores de álcool cantam piadas contra mim.

13 Mas eu oro a ti, SENHOR, no tempo aceitável. Pela grandeza de tua bondade, responde-me, ó Deus, pela fidelidade de tua salvação.

14 Livra-me do lamaçal, e não me deixes afundar; seja eu resgatado dos que me odeiam, e das profundezas das águas.

15 Não permitas que as correntes de águas me cubram, e que a profundeza não me devore, nem o poço feche sua boca sobre mim.

16 Responde-me, SENHOR; pois boa é tua bondade; olha para mim conforme tua piedade.

17 E não escondas teu rosto de teu servo; porque estou angustiado; ouve-me depressa.

18 Vem para perto de minha alma, e a liberta; resgata-me por causa de meus inimigos.

19 Tu conheces como me insultam, me envergonham e me humilham; diante de ti estão todos os meus adversários.

20 Insultos têm quebrado meu coração, e estou fraquíssimo; e esperei compaixão, porém houve nenhuma; também esperei por pessoas que me consolassem, mas não os achei.

21 Deram-me fel como alimento; e em minha sede me deram vinagre para beber.

22 Torne-se a mesa diante deles como que um laço; e aquilo que lhes dá segurança lhes seja uma armadilha.

23 Sejam escurecidos os olhos deles, para que não possam ver; e que seus quadris vacilem continuamente.

24 Derrama tua indignação sobre eles; e que sejam tomados pelo ardor de tua ira.

25 A habitação deles seja desolada; e que não haja morador nas tendas deles;

26 Porque perseguem aquele a quem tu feriste, e contam histórias da dor daqueles a quem tu machucaste.

27 Conta como maldade a maldade deles; e não sejam eles agraciados por tua justiça.

28 Sejam riscados dos livro da vida; e não estejam eles escritos junto com os justos.

29 Mas eu estou miserável e em dores; ó Deus, que tua salvação me proteja.

30 Louvarei o nome de Deus com cântico; e o engrandecerei com agradecimentos.

31 Isto agradará ao SENHOR mais do que o sacrifício de um boi ou de um bezerro com chifres e unhas.

32 Os mansos verão, e se alegrarão; vós que buscais a Deus, vosso coração viverá.

33 Porque o SENHOR ouve aos necessitados, e não despreza os prisioneiros que lhe pertencem.

34 Louvem a ele os céus, a terra, os mares, e tudo que neles se move;

35 Porque Deus salvará a Sião, e construirá as cidades de Judá; e habitarão ali, e a terão como posse.

36 E a semente de seus servos a herdará; e os que amam o nome dele habitarão nela.

Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).