Dia 19 de 365
Gn 37:1–36, Mt 13:1–27, Pv 5:1–14
Antigo Testamento
1 E habitou Jacó na terra onde peregrinou seu pai, na terra de Canaã.
2 Estas foram as gerações de Jacó. José, sendo de idade de dezessete anos apascentava as ovelhas com seus irmãos; e o jovem estava com os filhos de Bila, e com os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai: e contava José a seu pai as más notícias acerca deles.
3 E amava Israel a José mais que a todos os seus filhos, porque lhe havia tido em sua velhice: e lhe fez uma roupa de diversas cores.
4 E vendo seus irmãos que seu pai o amava mais que a todos os seus irmãos, odiavam-lhe, e não lhe podiam falar pacificamente.
5 E sonhou José um sonho e contou-o a seus irmãos; e eles vieram a odiar-lhe mais ainda.
6 E ele lhes disse: Ouvi agora este sonho que sonhei:
7 Eis que atávamos feixes no meio do campo, e eis que meu feixe se levantava, e estava em pé, e que vossos feixes estavam ao redor, e se inclinavam ao meu.
8 E responderam-lhe seus irmãos: Reinarás tu sobre nós, ou serás tu senhor sobre nós? E o odiaram ainda mais por causa de seus sonhos e de suas palavras.
9 E sonhou ainda outro sonho, e contou-o a seus irmãos, dizendo: Eis que sonhei outro sonho, e eis que o sol e a lua e onze estrelas se inclinavam a mim.
10 E contou-o a seu pai e a seus irmãos: e seu pai lhe repreendeu, e disse-lhe: Que sonho é este que sonhaste? Viremos eu e tua mãe, e teus irmãos, a nos inclinarmos a ti em terra?
11 E seus irmãos lhe tinham inveja, mas seu pai guardava isso em mente.
12 E foram seus irmãos a apascentar as ovelhas de seu pai em Siquém.
13 E disse Israel a José: Teus irmãos apascentam as ovelhas em Siquém: vem, e te enviarei a eles. E ele respondeu: Eis-me aqui.
14 E ele lhe disse: Vai agora, olha como estão teus irmãos e como estão as ovelhas, e traze-me a resposta. E enviou-o do vale de Hebrom, e chegou a Siquém.
15 E achou-o um homem, andando ele perdido pelo campo, e perguntou-lhe aquele homem, dizendo: Que buscas?
16 E ele respondeu: Busco a meus irmãos: rogo-te que me mostres onde apascentam.
17 E aquele homem respondeu: Já se foram daqui; eu lhes ouvi dizer: Vamos a Dotã. Então José foi atrás de seus irmãos, e achou-os em Dotã.
18 E quando eles o viram de longe, antes que perto deles chegasse, tramaram contra ele para matar-lhe.
19 E disseram um ao outro: Eis que vem o sonhador;
20 Agora, pois, vinde, e o matemos e o lancemos em uma cisterna, e diremos: Alguma fera selvagem o devorou: e veremos que serão seus sonhos.
21 E quando Rúben ouviu isto, livrou-o de suas mãos e disse: Não o matemos.
22 E disse-lhes Rúben: Não derrameis sangue; lançai-o nesta cisterna que está no deserto, e não ponhais mão nele; para livrá-lo assim de suas mãos, para fazê-lo virar a seu pai.
23 E sucedeu que, quando chegou José a seus irmãos, eles fizeram desnudar a José sua roupa, a roupa de cores que tinha sobre si;
24 E tomaram-no, e lançaram-lhe na cisterna; mas a cisterna estava vazia, não havia nela água.
25 E sentaram-se a comer pão: e levantando os olhos olharam, e eis uma companhia de ismaelitas que vinha de Gileade, e seus camelos traziam aromas e bálsamo e mirra, e iam a levá-lo ao Egito.
26 Então Judá disse a seus irmãos: Que proveito há em que matemos a nosso irmão e encubramos sua morte?
27 Vinde, e o vendamos aos ismaelitas, e não seja nossa mão sobre ele; que nosso irmão é nossa carne. E seus irmãos concordaram com ele.
28 E quando passavam os midianitas mercadores, tiraram eles a José da cisterna, e trouxeram-lhe acima, e o venderam aos ismaelitas por vinte peças de prata. E levaram a José ao Egito.
29 E Rúben voltou à cisterna, e não achou a José dentro, e rasgou suas roupas.
30 E voltou a seus irmãos e disse: O jovem não aparece; e eu, aonde irei eu?
31 Então eles tomaram a roupa de José, e degolaram um cabrito das cabras, e tingiram a roupa com o sangue;
32 E enviaram a roupa de cores e trouxeram-na a seu pai, e disseram: Achamos isto, reconhece agora se é ou não a roupa de teu filho.
33 E ele a reconheceu, e disse: A roupa de meu filho é; alguma fera selvagem o devorou; José foi despedaçado.
34 Então Jacó rasgou suas roupas, e pôs saco sobre seus lombos, e fez luto por seu filho muitos dias.
35 E levantaram-se todos os seus filhos e todas as suas filhas para consolá-lo; mas ele não quis receber consolação, e disse: Porque eu tenho de descer ao meu filho com luto ao Xeol. E seu pai chorou por ele.
36 E os midianitas o venderam no Egito a Potifar, oficial de Faraó, capitão dos da guarda.
Novo Testamento
1 Naquele dia, Jesus saiu de casa e se sentou junto ao mar.
2 E ajuntaram-se perto dele tantas multidões, de maneira que ele entrou num barco e se sentou; e toda a multidão ficou na praia,
3 E ele lhes falou muitas coisas por parábolas. Ele disse: Eis que o semeador saiu a semear.
4 E enquanto semeava, caiu parte das sementes junto ao caminho, e vieram as aves e a comeram.
5 E outra parte caiu entre pedras, onde não havia muita terra, e logo nasceu, porque não tinha terra funda.
6 Mas quando o sol surgiu, queimou-se; e por não ter raiz, secou-se.
7 E outra parte caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram e a sufocaram.
8 E outra parte caiu em boa terra, e rendeu fruto: um a cem, outro a sessenta, e outro a trinta.
9 Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
10 Então os discípulos se aproximaram, e lhe perguntaram: Por que falas a eles por parábolas?
11 E ele lhes respondeu: Porque a vós é dado saber os mistérios do Reino dos céus, mas a eles não é dado.
12 Pois a quem tem, lhe será dado, e terá em abundância; mas a quem não tem, até aquilo que tem lhe será tirado.
13 Por isso falo a eles por parábolas; porque vendo, não veem; e ouvindo, não ouvem, nem entendem.
14 Assim neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: De fato ouvireis, mas não entendereis; De fato vereis, mas não percebereis.
15 Porque o coração deste povo está insensível; Com seus ouvidos dificilmente ouvem, e seus olhos fecharam; A fim de não haver que seus olhos vejam, seus ouvidos ouçam, Seus corações entendam, e se arrependam, E eu os cure. Isaías 6:9-10
16 Mas benditos são os vossos olhos, porque veem; e os vossos ouvidos, porque ouvem.
17 Pois em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes, mas não viram; e desejaram ouvir o que vós ouvis, mas não ouviram.
18 Portanto, ouvi vós a parábola do semeador:
19 Quando alguém ouve a palavra do Reino e não a entende, o maligno vem e arranca o que foi semeado em seu coração; este é o que foi semeado junto ao caminho.
20 E o que foi semeado entre as pedras é o que ouve a palavra, e logo a recebe com alegria,
21 mas não tem raiz em si mesmo. Em vez disso, dura um pouco, mas quando vem a aflição ou a perseguição pela palavra, logo tropeça na fé.
22 E o que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, mas a ansiedade com o tempo presente e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica sem dar fruto.
23 Mas o que foi semeado em boa terra, este é o que ouve e entende a palavra, e o que dá e produz fruto, um a cem, outro a sessenta, e outro a trinta.
24 E ele lhes declarou outra parábola, dizendo: O Reino dos céus é semelhante a um homem que semeia boa semente em seu campo,
25 Mas, enquanto as pessoas dormiam, o inimigo dele veio, semeou joio entre o trigo, e foi embora.
26 E, quando a erva cresceu e produziu fruto, então apareceu também o joio.
27 Então os servos do dono da propriedade chegaram, e lhe perguntaram: “Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? De onde, pois, veio o joio?”
Sabedoria
1 Filho meu, presta atenção à minha sabedoria, inclina teus ouvidos ao meu entendimento.
2 Para que guardes o bom-senso; e teus lábios conservem o conhecimento.
3 Porque os lábios da mulher pervertida gotejam mel; e sua boca é mais suave que o azeite.
4 Porém seu fim é mais amargo que o absinto; é afiado como a espada de dois fios.
5 Seus pés descem à morte; seus passos conduzem ao Xeol.
6 Para que não ponderes a vereda da vida, os percursos delas são errantes, e tu não os conhecerás.
7 E agora, filhos, escutai-me; e não vos desvieis das palavras de minha boca.
8 Mantenha teu caminho longe dela; e não te aproximes da porta da casa dela.
9 Para que não dês tua honra a outros, nem teus anos de vida aos cruéis.
10 Para que estranhos não se fartem de teu poder, e teus trabalhos não sejam aproveitados em casa alheia;
11 E gemas em teu fim, quando tua carne e teu corpo estiverem consumidos.
12 E digas: Como eu odiei a correção, e meu coração desprezou a repreensão?
13 E não escutei a voz de meus ensinadores, nem ouvi a meus mestres.
14 Quase me achei em todo mal, no meio da congregação e do ajuntamento.
Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).