Dia 82 de 90
Hb 3:1–7:28 · cerca de 9 min
3:1 Portanto, santos irmãos, participantes do chamado celestial, considerai o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa declaração de fé, Cristo Jesus.
3:2 Ele é fiel àquele que o constituiu, assim como Moisés também foi em toda a casa de Deus.
3:3 Pois ele é estimado como digno de maior glória do que Moisés, assim como mais honra do que a casa tem quem a construiu.
3:4 Porque toda casa é construída por alguém; mas aquele que construiu todas as coisas é Deus.
3:5 De fato, Moisés foi fiel como servo em toda a casa de Deus, para testemunho das coisas que haviam de ser ditas;
3:6 mas Cristo é fiel como Filho sobre a sua casa. E nós somos sua casa, se até o fim mantivermos firmes a confiança e o orgulho da nossa esperança.
3:7 Portanto, como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a sua voz,
3:8 não endureçais os vossos corações, como na provocação, no dia da tentação no deserto;
3:9 onde os vossos pais me tentaram, me provaram, e viram as minhas obras por quarenta anos.
3:10 Por isso me indignei contra essa geração, e disse: “Eles sempre se desviam nos corações, e não conheceram os meus caminhos”;
3:11 Então jurei na minha ira: “Eles não entrarão no meu repouso”. Salmos 95:7-11
3:12 Cuidado, irmãos, para que nunca haja em algum de vós coração mau e infiel, que se afaste do Deus vivo.
3:13 Em vez disso, encorajai-vos uns aos outros a cada dia, durante o tempo chamado “hoje”; a fim de que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado.
3:14 Pois nós temos nos tornado participantes de Cristo, se, de fato, mantivermos firme a confiança do princípio até o fim;
3:15 como é dito: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações, como na provocação.
3:16 Porque alguns, mesmo ouvindo, provocaram-no à ira, mas não todos aqueles que saíram do Egito por meio de Moisés.
3:17 E contra quais ele se indignou por quarenta anos? Não foi contra os que pecaram, cujos corpos caíram no deserto?
3:18 E a quem ele jurou que não entrariam no seu repouso, senão aos que foram desobedientes?
3:19 Assim vemos que não puderam entrar por causa da incredulidade.
4:1 Temamos, pois, para que, havendo sido deixada a promessa de entrar no seu repouso, não pareça que algum de vós tenha ficado para trás.
4:2 Pois também a nós foi pregado o evangelho, assim como a eles; mas a palavra da pregação nada lhes aproveitou, porque não estava combinada com a fé naqueles que a ouviram.
4:3 Porque nós, os que cremos, entramos no repouso, como ele disse: Então jurei na minha ira: “Eles não entrarão no meu repouso”; ainda que as suas obras já estivessem terminadas desde a fundação do mundo.
4:4 Pois, em certo lugar, ele disse assim a respeito do dia sétimo: E Deus repousou no sétimo dia de todas as suas obras. Gênesis 2:2
4:5 E, outra vez neste texto: Não entrarão no meu repouso.
4:6 Portanto, uma vez que resta alguns entrarem no repouso, e que aqueles a quem primeiramente foi pregado o evangelho não entraram por causa da desobediência,
4:7 outra vez ele determina um certo dia, o “hoje”, dizendo por meio de Davi muito tempo depois (como já foi dito): Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações.
4:8 Pois se Josué tivesse lhes dado repouso, ele não teria falado depois a respeito de outro dia.
4:9 Portanto, ainda resta um repouso como o do sábado para o povo de Deus.
4:10 Pois aquele que entrou no seu repouso também repousou das suas obras, assim como Deus das suas.
4:11 Procuremos, pois, entrar naquele repouso; para que ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência.
4:12 Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais afiada do que toda espada de dois gumes, e que penetra até a divisão da alma e do espírito, das juntas e das medulas, e é apta para julgar os pensamentos e intenções do coração.
4:13 E não há criatura alguma encoberta diante dele; pelo contrário, todas as coisas estão nuas e expostas aos olhos daquele a quem temos de prestar contas.
4:14 Visto que temos um grande Sumo Sacerdote, Jesus, o Filho de Deus, que penetrou nos céus, mantenhamos firme a nossa declaração de fé.
4:15 Pois não temos um Sumo Sacerdote que não possa se compadecer das nossas fraquezas; mas, sim, um que foi provado em tudo, conforme a nossa semelhança, porém sem pecado.
4:16 Portanto, acheguemo-nos com confiança ao trono da graça, para que possamos receber misericórdia e encontrar graça para sermos socorridos no tempo adequado.
5:1 Pois todo sumo sacerdote tomado dentre os homens é constituído em prol das pessoas nas coisas relativas a Deus, para apresentar tanto ofertas como sacrifícios pelos pecados;
5:2 e ele é capaz de se compadecer dos ignorantes e dos errados, pois ele mesmo também está rodeado de fraqueza.
5:3 E, por causa desta fraqueza, ele tem o dever de apresentar oferenda, tanto pelos pecados do povo, como também de si mesmo.
5:4 E ninguém toma para si esta honra, a não ser aquele que é chamado por Deus, como Arão.
5:5 Assim também Cristo não glorificou a si mesmo para se fazer Sumo Sacerdote; mas sim, àquele que lhe disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei.
5:6 Como também diz em outro texto: Tu és Sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque. Salmos 110:4
5:7 Ele, nos dias de seu corpo carnal, ofereceu com grande clamor e lágrimas, tanto orações como súplicas para aquele que podia o livrar da morte, e foi ouvido por causa da devoção.
5:8 Ainda que ele era o Filho, aprendeu a obediência por meio das coisas que sofreu.
5:9 E, depois de ter sido consumado, ele foi feito autor da eterna salvação a todos os que lhe obedecem;
5:10 e nomeado por Deus como Sumo Sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque.
5:11 Nosso comentário a respeito disso é extenso e difícil de explicar, porque vos tornastes negligentes para ouvir.
5:12 Pois, pelo tempo, vós já devíeis ser mestres; porém novamente tendes necessidade de serdes ensinados os princípios básicos das palavras de Deus; e vos fizestes como se precisásseis de leite, e não de alimento sólido.
5:13 Pois qualquer um que depende de leite é inexperiente na palavra da justiça; porque ainda é um bebê.
5:14 Mas o alimento sólido é para os maduros, os quais, pelo costume, têm os sentidos treinados para discernirem tanto o bem como o mal.
6:1 Portanto deixemos os tópicos elementares da doutrina de Cristo, e prossigamos adiante até a maturidade, sem lançarmos de novo o fundamento da conversão de obras mortas, e da fé em Deus,
6:2 da doutrina dos batismos, da imposição das mãos, da ressurreição dos mortos, e do juízo eterno.
6:3 E isso faremos, se Deus permitir.
6:4 Pois é impossível que os que uma vez foram iluminados, e experimentaram o dom celestial, e foram feitos participantes do Espírito Santo,
6:5 e experimentaram a boa palavra de Deus, e os poderes do mundo futuro;
6:6 e então caíram, outra vez renová-los para o arrependimento, porque estão novamente crucificando o Filho de Deus para si mesmos, e o expondo à vergonha pública.
6:7 Pois a terra que absorve a chuva que com frequência vem sobre ela, e produz vegetação proveitosa para aqueles por quem e lavrada, recebe a bênção de Deus.
6:8 Contudo, se ela produz espinhos e cardos, é reprovada, e perto está da maldição. O seu fim é ser queimada.
6:9 Mas, ainda que estejamos falando assim, quanto a vós mesmos, amados, confiamos melhores coisas, relacionadas à salvação.
6:10 Pois Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra, e do trabalho do amor que mostrastes para com o nome dele, quando servistes aos santos, e continuais a servir.
6:11 Mas desejamos que cada um de vós mostre o mesmo empenho até o fim, para que a vossa esperança seja completa;
6:12 a fim de que não vos torneis negligentes, mas sim, imitadores dos que pela fé e pela paciência herdam as promessas.
6:13 Pois Deus, quando prometeu a Abraão, como ninguém maior havia por quem jurar, jurou por si mesmo,
6:14 dizendo: Certamente muito te abençoarei, e muito te multiplicarei. Gênesis 22:17
6:15 E assim, esperando pacientemente, Abraão obteve a promessa.
6:16 Pois as pessoas juram por alguém maior, e o juramento como confirmação é o fim de todo conflito entre elas.
6:17 Assim Deus, querendo mostrar mais abundantemente a imutabilidade de sua intenção aos herdeiros da promessa, garantiu com um juramento;
6:18 a fim de que, por meio de duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, nós, que buscamos refúgio, tenhamos encorajamento para agarrar a esperança posta diante de nós.
6:19 Temos essa esperança como uma segura e firme âncora da alma, que entra ao interior, além do véu,
6:20 onde, como precursor, Jesus entrou para nosso benefício, pois ele se tornou Sumo Sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.
7:1 Porque este Melquisedeque, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, o qual se encontrou com Abraão, que estava retornando da matança dos reis, e o abençoou;
7:2 a quem também Abraão deu o dízimo de tudo; primeiramente significa Rei de justiça, e depois também rei de Salém, que é, rei de paz;
7:3 sem pai, sem mãe, sem genealogia, sem ter princípio de dias, nem fim de vida; porém, sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre.
7:4 Considerai, pois, como ele era grande, a quem até o patriarca Abraão deu o dízimo dos despojos.
7:5 E, realmente, os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo a Lei, de receberem os dízimos do povo, isto é, dos seus irmãos, mesmo sendo eles também descendentes de Abraão.
7:6 Mas aquele que não é contado na genealogia deles recebeu dízimos de Abraão, e abençoou ao que tinha as promessas.
7:7 Ora, sem contradição alguma, o menor é abençoado pelo maior.
7:8 Em um caso, homens mortais recebem dízimos; mas no outro, aquele de quem se dá testemunho de que vive.
7:9 E, por assim dizer, até Levi, que recebe os dízimos, pagou dízimos através de Abraão;
7:10 pois ele ainda estava no corpo de seu ancestral quando Melquisedeque se encontrou com ele.
7:11 Portanto, se a perfeição tivesse sido de fato pelo sacerdócio Levítico (pois sob ele o povo recebeu a Lei), que mais necessidade havia de se levantar outro Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque, e não ser chamado segundo a ordem de Arão?
7:12 Pois, ao se mudar o sacerdócio, necessariamente também se faz mudança de Lei.
7:13 Porque aquele de quem estas coisas são ditas pertence a outra tribo, da qual ninguém serviu ao altar;
7:14 visto ser evidente que o nosso Senhor é procedente de Judá, tribo da qual Moisés nada falou a respeito de sacerdócio.
7:15 E isso ainda é muito mais evidente se, à semelhança de Melquisedeque, levanta-se outro sacerdote,
7:16 que foi constituído, não conforme a Lei de um mandamento carnal, mas sim, conforme o poder de uma vida indestrutível.
7:17 Pois assim ele dá testemunho: Tu és Sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.
7:18 Porque há uma revogação do mandamento anterior, por causa da sua fraqueza e inutilidade,
7:19 pois a Lei não tornou perfeito nada. Porém, uma esperança melhor é introduzida, e por meio dela nos aproximamos de Deus.
7:20 E isso não foi feito sem juramento (pois os outros se tornaram sacerdotes sem juramento,
7:21 mas ele foi estabelecido com um juramento daquele que lhe disse: O Senhor jurou, e não se arrependerá: Tu és Sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque).
7:22 Assim, Jesus foi feito fiador de um pacto ainda melhor.
7:23 Dos outros, são muitos os que se tornaram sacerdotes, pois pela morte foram impedidos de continuar;
7:24 mas ele, porque permanece para sempre, tem um sacerdócio definitivo.
7:25 Portanto, ele também pode salvar de maneira completa os que se aproximam de Deus por meio dele, visto que ele vive para sempre para interceder por eles.
7:26 Pois nos era conveniente tal Sumo Sacerdote: santo, inocente, incontaminado, separado dos pecadores, e feito mais elevado que os céus;
7:27 que não precisasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer sacrifícios diariamente, primeiramente pelos seus próprios pecados, e depois pelos do povo. Pois ele fez isto de uma vez por todas quando ofereceu a si mesmo.
7:28 Porque a Lei constitui por sumos sacerdotes homens que têm fraqueza; mas a palavra do juramento, que veio depois da Lei, constitui o Filho, que se tornou perfeito para sempre.
Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).