Dia 307 de 365
Jr 52:1–34, Lm 1:1–22, Cl 2:1–23, Jó 28:20–28
Antigo Testamento
1 Zedequias era de idade de vinte e um anos quando começou a reinar, e reinou onze anos em Jerusalém. Sua mãe se chamava Hamutal, filha de Jeremias, de Libna.
2 E ele fez o que era mal aos olhos do SENHOR, conforme tudo o que Jeoaquim fizera.
3 E por isso a ira do SENHOR foi contra Jerusalém e Judá, até que ele os expulsou de sua presença; assim Zedequias se rebelou contra o rei da Babilônia.
4 E aconteceu no nono ano de seu reinado, no decimo mês, aos dez dias do mês, que veio Nabucodonosor rei da Babilônia, ele e todo seu exército, contra Jerusalém, e contra ela montaram um acampamento, e ao redor por todos os lados levantaram cercos contra ela.
5 Assim a cidade esteve cercada até o décimo primeiro ano do rei Zedequias.
6 No quarto mês, aos nove do mês, quando a fome havia dominado a cidade, até não haver pão para o povo da terra;
7 Então a cidade foi arrombada, e todos os homens de guerra fugiram, e saíram da cidade de noite, pelo caminho de porta de entre os dois muros, que era perto do jardim do rei, e foram-se pelo caminho de Arabá, enquanto os caldeus estavam ao redor da cidade.
8 Porém o exército dos caldeus perseguiu o rei, e alcançaram a Zedequias nas planícies de Jericó; e todo o seu exército se dispersou dele.
9 Então prenderam ao rei, e fizeram-lhe vir ao rei de Babilônia, a Ribla na terra de Hamate, onde pronunciou sentença contra ele.
10 E o rei da Babilônia degolou os filhos de Zedequias diante de seus olhos; e também degolou a todos os príncipes de Judá em Ribla.
11 Mas Zedequias porém cegou os olhos, e o acorrentou com grilhões de bronze; e o rei da Babilônia o levou à Babilônia, e o pôs na casa do cárcere até o dia de sua morte.
12 E no quinto mês, aos dez do mês (que era o décimo nono ano do reinado de Nabucodonosor, rei de Babilônia), Nebuzaradã, capitão da guarda, que servia diante do rei de Babilônia, veio a Jerusalém;
13 E queimou a casa do SENHOR, a casa do rei, e todas as casas de Jerusalém; e queimou com fogo todo grande edifício.
14 E todo o exército dos caldeus que estava com o capitão da guarda derrubou todos os muros que estavam ao redor de Jerusalém.
15 E Nebuzaradã, capitão da guarda, levou presos os pobres do povo, e ao demais do povo, que restaram na cidade, e os rebeldes que se haviam se rendido ao rei de Babilônia, e todo o resto dos artesãos.
16 Mas Nebuzaradã, capitão da guarda, deixou dos mais pobres daquela terra para serem cultivadores de vinhas e lavradores.
17 E os caldeus quebraram as colunas de bronze que estavam na casa do SENHOR, as bases, e o mar de bronze que estavam na casa do SENHOR, e levaram todo o bronze à Babilônia.
18 Tomaram também os caldeirões, as pás, os cortadores de pavios, as bacias, os pratos, e todos os vasos de bronze com que faziam o serviço no templo;
19 E o capitão da guarda tomou os copos, os incensários, as bacias, as panelas, os castiçais, os pratos, e vasos de ofertas de líquidos: tudo o que era de ouro ou de prata.
20 As duas colunas, o mar, e os doze bois de bronze que estavam debaixo das bases, que o rei Salomão tinha feito na casa do SENHOR. não se podia pesar o bronze de todos estes vasos.
21 Quanto às colunas, a altura de cada coluna era de dezoito côvados, e um fio de doze côvados a rodeava; e sua espessura era de quatro dedos, e era oca.
22 E tinha sobre si um capitel de bronze, e a altura do capitel era de cinco côvados, com uma rede e romãs ao redor do capitel, tudo de bronze; e semelhante a esta era o da segunda coluna, com suas romãs.
23 E havia noventa e seis romãs em cada lado; ao todo elas eram cem sobre a rede ao redor.
24 O capitão da guarda também tomou a Seraías o sacerdote principal, e a Sofonias o segundo sacerdote, e três guardas da porta.
25 E da cidade tomou a um eunuco que era comandante sobre os homens de guerra, e a sete homens que serviam na presença do rei, que se acharam na cidade; e também ao principal escrivão do exército, que registrava o povo da terra para a guerra; e a sessenta homens do povo da terra, que se acharam no meio da cidade.
26 Então Nebuzaradã, capitão da guarda, os tomou, e os levou ao rei de Babilônia, a Ribla.
27 E o rei de Babilônia os feriu e os matou em Ribla na terra de Hamate. Assim Judá foi levado cativo de sua terra.
28 Este é o povo que Nabucodonosor levou cativo; no sétimo ano, três mil e vinte e três judeus:
29 No décimo oitavo ano Nabucodonosor, levou cativas de Jerusalém oitocentas e trinta e duas pessoas;
30 No vigésimo terceiro ano de Nabucodonosor, Nebuzaradã capitão da guarda levou cativas setecentas e quarenta e cinco pessoas dos judeus; no total foram quatro mil e seiscentas pessoas.
31 Sucedeu, pois, no trigésimo sétimo ano de cativeiro de Joaquim rei de Judá, no décimo segundo mês, aos vinte e cinco do mês, que Evil-Merodaque, rei da Babilônia, no primeiro ano de seu reinado, concedeu perdão a Joaquim rei de Judá, e o tirou da casa de prisão;
32 E falou com ele benignamente; e pôs sua cadeira com mais honra do que as cadeiras dos reis que estavam com ele em Babilônia.
33 E mudou-lhe também as roupas de sua prisão, e continuamente comeu pão diante dele, todos os dias de sua vida.
34 E continuamente foi-lhe dada provisão pelo rei da Babilônia, uma porção diária, até o dia de sua morte, por todos os dias de sua vida.
1 Como se senta solitária a cidade que era tão populosa! A grande entre as nações tornou-se como viúva, a senhora de províncias passou a ser escrava.
2 Amargamente chora na noite, suas lágrimas em seu rosto; entre todos os seus amantes não há quem a console; todos os seus amigos a traíram, inimigos se tornaram.
3 Judá foi ao cativeiro com aflição e grande servidão; ela habita entre as nações, mas não acha descanso; todos os seus perseguidores a alcançam em meio ao aperto.
4 Os caminhos de Sião estão em pranto, pois ninguém vem aos festivais; todas as suas portas estão desertas, seus sacerdotes gemem, suas virgens se afligem, e ela sofre de amargura.
5 Seus oponentes estão no comando, seus inimigos prosperam; pois o SENHOR a afligiu por causa das suas muitas transgressões; suas crianças foram em cativeiro adiante do adversário.
6 Partiu-se toda a beleza da filha de Sião; seus líderes estão como cervos, não acham pasto algum; eles andam fracos, fugindo do perseguidor.
7 Nos dias da sua aflição, e de suas andanças perdidas, Jerusalém lembra-se de todas as suas preciosidades, que tinha nos tempos antigos; quando seu povo caiu na mão do adversário, não houve quem a ajudasse; os adversários a viram, e zombaram da sua queda.
8 Jerusalém pecou gravemente; por isso ela se tornou impura; todos os que a honravam a desprezam, porque viram a sua nudez; ela geme, e se vira para trás.
9 Sua imundície estava até nas roupas; nunca se importou com o seu futuro; por isso caiu espantosamente, sem ter quem a consolasse. Olha, SENHOR, a minha aflição, porque o inimigo está engrandecido.
10 O adversário tomou todas as suas coisas de valor; ela viu as nações entrarem no seu templo - aquelas que proibiste de entrarem na tua congregação.
11 Todo o seu povo anda suspirando em busca de pão; trocaram todas os seus bens por comida a fim de sobreviverem. Olha, SENHOR, e vê que estou desprezada.
12 Todos vós que estais passando, não vos importais? Olhai, e vede se há dor como a minha, que me foi imposta, que o SENHOR me afligiu no dia da sua ira ardente.
13 Desde o alto ele enviou fogo em meus ossos, o qual os dominou; ele estendeu uma rede a meus pés, fez-me voltar para trás; tornou-me assolada, sofrendo dores o dia todo.
14 O jugo de minhas transgressões está amarrado por sua mão, elas estão ligadas, postas sobre o meu pescoço; ele abateu minhas forças. O Senhor me entregou nas suas mãos daqueles contra quem não posso me levantar.
15 O Senhor derrotou todos os meus fortes em meio de mim; convocou contra mim um ajuntamento para quebrar os meus rapazes; o Senhor tem pisado a virgem filha de Judá como se fosse em uma prensa de uvas.
16 Por estas coisas que eu choro; meus olhos, de meus olhos correm águas; pois afastou-se de mim consolador que daria descanso à minha alma: meus filhos estão desolados, porque o inimigo prevaleceu.
17 Sião estendeu suas mãos, não há quem a console; o SENHOR deu ordens contra Jacó, para que seus inimigos o cercassem: Jerusalém se tornou imunda entre eles.
18 O SENHOR é justo; eu que me rebelei contra sua boca. Ouvi, pois, todos os povos, e vede minha dor; minhas virgens e meus rapazes foram em cativeiro.
19 Clamei a meus amantes, porém eles me enganaram; meus sacerdotes e meus anciãos pereceram na cidade; pois buscam comida para si tentarem sobreviver.)
20 Olha, SENHOR, que estou angustiada; tormentam-se minhas entranhas, meu coração está transtornado em meio de mim, pois gravemente me rebelei; de fora desfilhou -me a espada, de dentro está como a morte.
21 Eles me ouvem gemendo, porém não tenho consolador. Todos meus inimigos, quando ouvem minha aflição se alegram, pois tu o fizeste. Quando tu trouxeres o dia que anunciaste, eles serão como eu.
22 Toda a maldade deles venha diante de ti, e faze com eles assim como fizeste comigo por causa de todas as minhas transgressões; pois meus gemidos são muitos, e meu coração está desfalecido.
Novo Testamento
1 Pois quero que saibais como é grande a luta que tenho para o benefício de vós, dos que estão em Laodiceia, e de tantos quantos não viram meu rosto fisicamente;
2 para que os seus corações sejam consolados, e estejam unidos em amor, e em todas as riquezas da pleno entendimento, para conhecimento do mistério de Deus, e do Pai, e de Cristo.
3 Nele estão ocultos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento.
4 Digo isso para que ninguém vos engane com palavras persuasivas.
5 Pois ainda que esteja ausente em corpo, todavia em espírito estou convosco, alegrando-me, e vendo a vossa ordem e a firmeza de vossa fé em Cristo.
6 Portanto, assim como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim também andai nele;
7 com raízes firmes e edificados nele, e confirmados na fé, como fostes ensinados, abundando nela com gratidão.
8 Cuidado que ninguém vos tome cativos por meio de filosofias e de enganos vãos, conforme a tradição humana, conforme os elementos do mundo, e não conforme Cristo.
9 Pois nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade.
10 E vós vos tornais plenos nele, que é o cabeça de todo governo e autoridade.
11 Nele também fostes circuncidados com uma circuncisão não feita por mãos, mas sim, no abandono do corpo dos pecados da carne, pela circuncisão de Cristo;
12 sepultados com ele no batismo, no qual também com ele fostes ressuscitados pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos.
13 E quando vós estáveis mortos em pecados, na incircuncisão da vossa carne, Deus vos deu vida juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas.
14 Ele riscou a certidão de nossa dívida em ordenanças, a qual era contra nós, e a removeu, cravando-a na cruz;
15 ele despojou os domínios e autoridades, publicamente os envergonhou, e nela triunfou sobre eles.
16 Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa de celebração religiosa, ou pela lua nova, ou pelos sábados;
17 essas coisas são a sombra das coisas futuras, mas a realidade pertence a Cristo.
18 Ninguém, pois, se faça de juiz contra vós, insistindo nos pretextos de “humildade” e de “culto aos anjos”, envolvendo-se em coisas que nunca viu, vangloriando-se em sua mentalidade carnal,
19 e não se ligando à cabeça, da qual todo o corpo, suprido e organizado pelas juntas e ligamentos, vai crescendo com o crescimento da parte de Deus.
20 Portanto, se estais mortos com Cristo para os elementos do mundo, por que vos sujeitais a ordenanças como se vivêsseis no mundo,
21 tais como: “não pegues”, “não proves”, “não toques”?
22 Todas elas se acabam com o uso, e se baseiam em mandamentos e doutrinas humanas.
23 Elas realmente têm aparência de sabedoria em culto voluntário, humildade, e tratamento severo ao corpo; mas não têm valor algum contra a satisfação da carne.
Sabedoria
20 De onde, pois, vem a sabedoria? E onde está o lugar da inteligência?
21 Porque encoberta está aos olhos de todo vivente, e é oculta a toda ave do céu.
22 O perdição e a morte dizem: Com nossos ouvidos ouvimos sua fama.
23 Deus entende o caminho dela, e ele conhece seu lugar.
24 Porque ele enxerga até os confins da terra, e vê tudo o que há debaixo de céus.
25 Quando ele deu peso ao vento, e estabeleceu medida para as águas;
26 Quando ele fez lei para a chuva, e caminho para o relâmpago dos trovões,
27 Então ele a viu, e relatou; preparou-a, e também a examinou.
28 E disse ao homem: Eis que o temor ao Senhor é a sabedoria, e o desviar-se do mal é a inteligência.
Texto: Bíblia Livre (BLIVRE).